Projeto Original Do Reino De Deus

Postado por Amo adorar ao Senhor Jesus | 09:31 | 1 comentários »




Deus é soberano (Sl 24.1,2) e tem o governo dos céus e da terra (Dt 10.17; I co 10.26). Pois foi ele quem os criou (Gn 1—2; Hb 1.10; 11.3). Não obstante, pouco se estuda acerca de nossa participação no governo do Reino de Deus: Nossos deveres e obrigações no cuidado e na mordomia de tudo que Ele nos confiou (Gn 2.15-17,19; I Co 3.16,17; 6.19,20).
Assim, o propósito de hoje é estudarmos sobre o Reino de Deus nas Escrituras, bem como suas manifestações no presente e no futuro, porque desejamos que a igreja do Senhor, na atualidade, busque intensamente estabelecer os valores do Reino de Deus através de sua prática e vivência.
Conceito bíblico De Reino de Deus

1.         Definição de Reino de Deus. A expressão Reino de Deus aparecerá algumas vezes no decorrer da lição. Você sabe o seu significado? Podemos definir o reino de Deus como a soma de “todas as bênçãos, promessas e alianças que o Todo Poderoso destinou aos que recebem a Cristo Jesus”.

2.      Os aspectos do Reino de Deus. De acordo com as sagradas escrituras, o Reino de Deus apresenta tanto aspectos presentes quanto futuros:

a)      Presente. Na atualidade, o reino divino está presente na vida dos filhos de Deus, a saber, os salvos em cristo. Estes foram libertos das trevas e transportados ao “Reino do filho do seu amor” (Cl 1.13). A partir desta experiência salvífica , é possível afirmar que toda pessoa, nascida de novo em Cristo Jesus, é dirigida pelo Espírito santo e, consequentemente, tem a sua vida governada através dos valores do Reino (Ef 2.10).
b)      Futuro. O aspecto futuro do Reino de Deus está ligado ao reino milenar de Cristo sobre a terra por ocasião da sua segunda vinda em glória ( Co 15.23-25). Até mesmo a criação inanimada “espera” por esse glorioso dia ( Rm 8.19-23). E você? Aguarda ansiosamente A VINDA DE JESUS CRISTO, o Rei dos reis?
c)      O governo do Reino. Deus criou os céus e a terra (Gn 1.1) ele tem o governo de todas as coisas. Seu domínio, soberania e autoridade real jamais terão fim. Os reinos deste mundo são transitórios, mas o de Deus é eterno. O Deus soberano governa o mundo todo. O Eterno intervém na criação e na história, manifestando seu poder, sua glória e suas prerrogativas contra o domínio do pecado.

O Reino de Deus nas Sagradas Escrituras

1.         No Antigo Testamento. Apesar da expressão Reino de Deus não parecer no Antigo testamento, o senhor é apresentado como o Rei de Israel ( Is 43.15), da terra e de todo universo (Sl 24; 47.7,8; 103.19). estas e outras referências manifestam a prerrogativa soberana de Deus sobre a criação. Ele reina para sempre ( Sl 29.10).
2.      Em o novo Testamento. A mensagem central do ensino neotestamentário  é o reino de Deus. Este foi apregoado por João Batista ( Mt 3.2) e confirmado pelo ensino de Jesus cristo ( Mt 6.33).

a)      Na pregação de João Batista. João veio pregando no deserto: “Arrependei-vos porque é chegado o Reino dos céus” ( Mt 3.2). O fato de uma pessoa ser israelita e “filho da promessa” (Gl 4.28) Não lhe assegurava o direito de entrar no Reino de Deus. Era preciso produzir frutos dignos de arrependimento. Pois, as boas obras são o resultado de um autêntico arrependimento (Lc 3.8)
b)      No Ensino de Jesus. A proclamação e a concretização do Reino de Deus foram o propósito central do ministério de ensino de Jesus. O reino dos Céus foi o tema de sua mensagem e ensino na terra ( Mt 4.17). No Sermão da Montanha, Jesus conclamou a multidão que o ouvia a buscar, com diligência e em primeiro lugar, o Reino de Deus ( Mt 6.33). Ele estava ordenando a todos nós, seus seguidores, a buscar a Deus resolutamente e a fazer a sua vontade. Querido irmão, você tem procurado com diligência o governo soberano do Altíssimo em todo seu modo de viver?
3.      Reino de Deus ou Reino dos Céus. Nos evangelhos de Marcos e Lucas a expressão “Reino de Deus” aparece com frequência. Todavia, no evangelho de Mateus, a expressão mais usada pelo evangelista (aparece cerca de trinta e quatro vezes) é “Reino dos Céus”. A maioria dos eruditos bíblicos concorda que o emprego da expressão “Reino dos Céus” foi aplicado por Mateus devido à rejeição do povo israelita ao uso indiscriminado do nome de Deus. Logo, as expressões “Reino de Deus” e “Reino dos Céus”, quando comparadas entre os Evangelhos sinóticos –-Mateus, Marcos e Lucas –-São sinônimas e intercambiáveis (cf.Mt 5.3; 13.10,11; Mc 4.10,11; Lc 6.20).
As Manifestações Do Reino de Deus
1.         No Passado. A nação de Israel era uma monarquia teocrática. O Senhor levantou reis para o povo judeu (Dt 17.14,15; Dt 28.36; cf. I Sm 10.1; I Sm 16.13) e estabeleceu normas reguladoras de relacionamento politico entre o governante e a nação ( I Sm 8.10-22). O objetivo de Deus era preparar o caminho para salvação da humanidade através da nação de Israel. Contudo, por causa dos desvios do povo judeu e da rejeição de seu Messias, Jesus Cristo, o reino divino foi-lhes retirado, ou seja, Israel na atualidade não tem mais a função de propagar o Reino de Deus ( Mt 21.43; Rm 10.21; 11.23). Tal missão cabe agora à igreja. Israel, porém, será restabelecido espiritualmente no futuro, conforme escreve Paulo ( Rm 11.25-27).
2.      No Presente. O Reino de Deus foi estabelecido de forma invisível na igreja por intermédio do Rei dos reis. O reino divino pode ser visto nos corações e nas vidas de todos aqueles que se arrependem, creem e vivem o evangelho ( Jo 3.3-5; Cl 1.13). Não se trata de um Reino politico ou material que, por definição, é transitório e passageiro, mas de uma poderosa, transformadora e eficaz operação da presença de Deus em através de seu povo ( Mc 1.27; II Co 3.18; i Ts 4.1), Refletindo-se em toa a realidade à nossa volta, produzindo transformação.
3.      No Futuro. Durante o Milênio, predito pelos profetas do Antigo Testamento ( Sl 89.36,37; Is 11.1-9; Dn 7.13,14), Jesus Cristo reinará literalmente na terra durante mil anos ( Ap 20.4-6). E a Igreja reinará juntamente com Ele sobre as nações ( Mt 25.34; Ap 5.10; 20.6; Dn 7.22). O reino milenial de Cristo dará lugar ao reino eterno de Deus, que será estabelecido da nova terra ( Ap 21.1-4; 22.3-5) A nova Jerusalém (Ap 21.9-11). Os habitantes são os redimidos do senhor de todos os tempos. Que alegria nos inundará a alma quando, de eternidade em eternidade, estivermos juntos com o Senhor ( Dn 7.18)!

Conclusão
No Reino de Deus, a vontade do Pai é conhecida e praticada por amor, devoção, prazer, submissão, dever e gratidão ( Rm 5.5; II Co 9.13; Lc 18.1, Jn 2.9. Fazer continuamente a vontade de Deus, nesse Reino, deve ser a nossa maior prioridade, não importando os obstáculos “pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus “ ( At 12.22). O Reino de Deus e sua justiça devem ser o nosso anseio e alvo principal. ( Mt 6.33).

1 comentários

  1. Presbítero Maurício // 10 de novembro de 2012 09:45  

    Saudações fraternas! Almejo este Reino, buscando diariamente uma vida de resignação, renúncia, arrependimento. Parabéns pelo post!

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